29.5.09

Worldartfriends e Corpos Editora na Feira do Livro do Porto de 2009


"Já começou a Feira do Livro 2009 da cidade do Porto.

A mesma irá prolongar-se até dia 14 de Junho de 2009.
O certame deste ano é na baixa da cidade: na Avenida dos Aliados.

O Worldartfriends e a corposeditora têm os seus livros à venda no Stand do Clube Literário do Porto: Façam-nos uma visita:)

O ponto alto será no dia 13 de Junho em que festejaremos o 9º aniversário da editora na Feira.

A programação (provisória) é a seguinte:

18H- Actuação de Ex-Ricardo dePinho Teixeira.

18H30- Lançamento dos livros:

- Filipe Campos Melo (Giraldoff) "Na Utopia sou profeta"
- Isabel Reis "Confidências no Colo da Lua"
- Paulo Frederico Ferreira Gonçalves "Dois homens à beira do lago"
- Paula Dreamstream "A Chave"
- Teófilo Pinto "Mar de Paixão"
- Marisa Martins "Remoinho de Emoções"
- Núria David "Ausência"
- Patrícia Taz "Facto Binário"

27.5.09

globo de ouro para Tenente


A 14ª edição dos Globos de Ouro realizou-se a 17 de Maio no Coliseu dos Recreios de Lisboa. A cerimónia-espectáculo tem como missão premiar os nomes que mais se destacaram ao longo do ano em diversas categorias nas áreas do cinema, teatro, musica, desporto e moda.
Organizada pelo canal de televisão SIC e pela revista CARAS, contou com a presença da actriz brasileira Susana Vieira para a entrega de um dos prémios.

Bárbara Guimarães apresentou pela 3ª vez o evento, desfilando ao longo da noite criações dos quatro nomeados à categoria de melhor estilista: Filipe Faisca, a dupla Manuel Alves e José Manuel Gonçalves, Luís Buchinho, e o premiado José António Tenente.

Além de vestir a apresentadora há vários anos, Tenente é também responsável pela imagem em palco de outra mulher-ícone de Portugal.
A fadista Ana Moura.
Uma voz de referência para a nova geração do fado, que tem feito furor e arrebatado plateias um pouco por todo o mundo. (Ana Moura atuou ao lado de Mick Jegger num concerto dos Rolling Stones e conta com o cantor Prince na sua interminável lista de fãs!)

Nascido em Cascais, trocou o curso de arquitectura pela moda. Em 1990, abre a sua primeira loja, vindo desde então a integrar o calendário oficial da Moda Lisboa.

São Paulo, Amsterdam, Dusseldorf, Bolonha, Washington, Nápoles Londres, Estocolmo, Shangai, Paris e Barcelona, são um percurso de sucessos.

Do Universo Tenente, fazem parte a concepção de figurinos para teatro, vestuário profissional para projetos nacionais, jeans, canetas, óculos de sol, marroquinaria e artigos de viagem.

Como resposta ao desafio lançado pela Mattel a 15 estilistas portugueses numa ação comemorativa aos 50 anos da boneca mais famosa do mundo, a Barbie, Tenente reproduziu o belíssimo vestido verde modelo vintage desfilado por Barbara Guimarães na Moda Lisboa/Estoril 31. (A exposição pode ser visitada de 16 Maio a 1 de Junho, no Museu Nacional do Traje - Lisboa).

Na noite de todas as estrelas, José António Tenente subiu ao palco para receber pela 2ª vez um Globo de Ouro, que dedicou feliz a toda a equipa e à sua irmã. Este, é mais um prêmio que o consagrado estilista irá juntar a muitos outros recebidos ao longo de mais de 20 anos de carreira, e à condecoração da Ordem do Infante D. Henrique que lhe foi atribuída em 2006 pelo então Presidente da Republica Dr. Jorge Sampaio.

7.5.09

a demoracia da moda


A 25 de Abril de 1974, o Movimento dos Capitães, formado por um grupo de oficiais das Forças Armadas Portuguesas, levou a cabo um Golpe de Estado que pôs fim a muitos e longos anos de ditadura e opressão.
Uma revolução que entrou para a história sem tiros nem sangue derramado.
O "Dia da Liberdade", ficou para sempre associado à imagem dos soldados com cravos vermelhos no cano das espingardas.

Antes desta data, não havia "Moda" em Portugal. Os modelos estrangeiros eram reproduzidos com a autorização dos criadores e os poucos grandes costureiros compravam toilettes e tecidos em França ou Itália, confeccionando peças destinadas a uma elite muito reduzida.
Só mais tarde, com as mudanças verificadas na sociedade, surgiram boutiques e grandes marcas, e com este aumento da oferta, os portugueses passaram a ter também uma nova atitude em relação à imagem.

É ainda na década de 70 que Ana Salazar dá inicio à sua carreira, desenvolvendo uma filosofia de vanguarda.
Na sua primeira loja "Maçã", vendia quase exclusivamente (apesar de todas as restrições) peças importadas de Londres.
Nos conturbados anos 74/ 75, abre a segunda loja "Maçã" e cria "Harlow", a sua própria fábrica.

Em 78 dá inicio à apresentação das colecções com o seu nome tanto em Portugal como no estrangeiro, e Paris rende-se ao seu talento.
A sua loja é referida pela Marie Claire francesa como "O novo templo da Moda".

Nos anos 80 Portugal preocupa-se em acompanhar os novos tempos, dando os primeiros passos num longo e árduo caminho, pois para alem da falta de meios e de não haver uma "cultura de moda", instala-se na população (principalmente nas camadas mais jovens) uma espécie de "preconceito" em relação a tudo o que é português.

Todo o período de ditadura, em que as fronteiras se encontravam "fechadas" a toda e qualquer influencia do exterior, fez Portugal parar no tempo.

Os jovens dos anos 80, aspiravam por cultura e modernidade, e o país tinha ainda pouco para oferecer, sendo necessários muitos anos para que se encontrasse ao nível do mercado internacional - uma realidade totalmente diferente, mais avançada e aliciante.

Não generalizando, é relativamente fácil hoje em dia encontrar talento, profissionalismo e qualidade em muitas áreas - incluindo na moda - porem, os próprios estilistas continuam a sentir que não há uma justa valorização do seu trabalho a nível nacional.

Contornando as dificuldades inerentes à própria economia do país e a falta de apoios consistentes, a moda portuguesa tem vindo a afirmar o seu valor um pouco por todo o mundo. Subsiste contudo uma "mentalidade cristalizada" nos consumidores de moda, que continuam a procurar marcas estrangeiras em detrimento das portuguesas.

É necessário abolir fronteiras e globalizar a cultura sem perder a identidade. Acabar com rótulos e estereótipos, e aprender a valorizar o que "é nosso".

Mesmo com crise, e desemprego crescente, e escândalos governamentais.
Cultivar o optimismo e uma atitude positiva, talvez não seja a solução, mas um caminho possível para dias melhores.