26.10.09

entrevista a Luis Buchinho


IS_ Pode falar-nos um pouco sobre esta colecção?

LB_ Eu fiz uma colecção baseada em imagens de medusas em movimento, onde tentei criar uns volumes novos, assimétricos, que balançassem e dançassem um pouco em volta do corpo da mulher.
Como tal, usei materiais muito leves, muito delicados, todos eles plissados, e os plissados são todos abertos e destruturados. Usar volumetrias muito novas, ligadas ao uso da cor, muito forte também, para realçar toda essa novidade em termos de silhueta.
Quis também criar peças que não tenham uma nomenclatura muito óbvia, peças que não são uma calça, um calção, uma saia. São um pouco difíceis de classificar, mas eu acho que todo o movimento das medusas foi captado justamente por não haver um eixo simétrico. A silhueta foi trabalhada com uma grande assimetria.

IS _ Como surgiu o tema?

LB_ O tema surgiu uma pouco em sequência da colecção do Inverno que passou, em que eu trabalhei muito timidamente a parte plissada nas calças e dos ombros. Fui buscar um tema que se adequasse a isso.

IS _ A natureza?

LB _ A natureza, trabalhada de uma maneira orgânica, mas não com uma aparência orgânica.
As cores são mais artificiais, o look é muito mais moderno.
Não é um look eco-friendly, é um look que tem inspiração na maneira como a natureza se estrutura no fundo, que é uma maneira um pouco inesperada, sempre em constante mutação.

IS _ Começou a trabalhar nesta colecção logo depois da anterior. Como é que se inspirou para este trabalho? Qual foi o “clic”?

LB _ O clic pode não aparecer logo, porque eu não faço primeiro esta colecção, faço primeiro a colecção comercial, e essa, é menos comprometida em termos de tema.
Eu posso dar-me ao luxo de ir desenhando as peças, começar a faze-las, e o tema pode não surgir na semana ou no mês a seguir, porque a apresentação é só daí a seis meses.
Portanto, começo a trabalhar numa colecção com um foco mais comercial mais assertivo.

IS_ Qual o tipo de mulher que veste as suas criações?

LB _É muito abrangente, tem uma faixa etária muito alargada, entre os 20 aos 60 anos, facilmente…e é uma consumidora que tem uma consciência moderna, fashion.
Eu acho que as minhas peças conseguem ter um grau de intemporalidade muito bom, ou seja, conseguem envelhecer muito bem. São peças que daqui a um ano, ou dois dá p vestir. Depende depois da maneira como se coordenam, mas continuam up to date.

IS _ Qual é o seu mercado principal?

LB _ Portugal. Neste momento estou a vender para Espanha, mas Portugal é realmente o que tem maior significado.

IS_ Loja em Lisboa?

LB _ Talvez…

IS_ Está em projecto?

LB_ Não, mas esta em pensamento...

IS_ Próximos projectos?

LB_ O próximo projecto é sempre a próxima colecção, e eu vou agora continuar com as minhas duas linhas, a linha principal e a de malhas.

entrevista a Ricardo Dourado


IS- Pode falar-nos um pouco sobre esta colecção?

RD – Eu inspirei me no grunge dos anos 90, em algumas personagens que faziam parte das minhas listas de musica, como o Kurt Cobain, e tentei transportar isso para a actualidade, com uma assinatura própria.

IS – Quais foram os materiais utilizados?

RD – Os vestidos são todos 100% sedas, estampadas ou tingidas, com vários tipos de tingimento. Depois, uso malhas em misturas de seda com algodão, viscoses, linhos, e uso um material especialmente interessante: entretela do lado de fora.

IS – Como surgiu a ideia para este tema?


RD – Viagens, tenho feito algumas viagens, e o tema surgiu a partir dai.

IS – Qual é o seu mercado principal?


RD - O mercado global. Trabalho para possíveis clientes de todo o mundo.

IS – Como é a Mulher “Ricardo Dourado”?

RD – É uma mulher que percebe aquilo que veste.

18.10.09

portugal fashion


em breve, as novidades!

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SEXTA-FEIRA // 16 OUTUBRO
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21H00 COLECTIVO CALÇADO
ATELIER DO SAPATO
DKODE
FLY LONDON
GOLDMUD
NOBRAND
STILETTO
Y.E.S.
VÍRUS MODA

22H00 ANABELA BALDAQUE

22H30 FELIPE OLIVEIRA BAPTISTA

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SÁBADO // 17 OUTUBRO
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15H00 JOVENS CRIADORES
ANDREIA LOBATO
CELSUS
ODETE BARREIRO
TANY CALAPEZ

16H00 DIOGO MIRANDA

17H00 ELISABETH TEIXEIRA

18H00 COLECTIVO MARCAS
CELTIC
CONCRETO
ORFAMA
PAULA BORGES

19H00 STORYTAILORS NARKË

20H00 LUÍS ONOFRE

21H30 RED OAK

22H00 DIELMAR

23H00 FÁTIMA LOPES

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DOMINGO // 18 OUTUBRO
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15H00 AUTOPSY BY JORDANN SANTOS // RITA BONAPARTE

15H30 PEDRO PINTO // SÓNIA PRATAS

16H30 CARLOS GIL

17H30 ID VALUES

18H30 COLECTIVO JÓIAS
BRIJÓIA
CA JÓIAS
EUGÉNIO CAMPOS
LINK ILLUSION
LN JÓIAS
M&G JEWELS
OURIVAL/COLECÇÕES PADOVANI
OUROPA
OXETTE
RAZZA JÓIAS

moda lisboa 33 – dia 4

(o HIPERFASHION criou uma pagina especial para a minha reportagem, na integra:ver aqui!)


dia 4

O brilho do Sol, o céu azul e o mar imenso que se estende ao horizonte, fazem de Cascais o cenário perfeito para a apresentação das tendências para o próximo Verão.

Lara Torres, no espaço Lab, brinda-nos, não com um desfile, mas com uma interessante performance em que o corpo é a esfera central, e o vestuário, interpretado como seu habitat.
Em colaboração com a artista Ana Santos, a designer apresentou o resultado de um estudo relacionado com estruturas tridimensionais e com o vestuário como espaço limiar.






Hello Kitty
, comemorou 35 anos, e fez as delícias de muitos fãs que assistiram ao desfile!
Criações exclusivas de Aleksandar Portic, Aforest Design, Dino Alves, Luís Buchinho, Katty Xiomara, Tenente, Lara Torres, Maria Gambina, Ricardo Preto, Miguel Vieira, Nuno Baltazar, Storytailors, Valentim Quaresma, Alexandra Moura, White Tent, Isilda Pelicano; Anabela Baldaque e Victoria Casal (responsável pela linha de luxo da marca) vestiram a gatinha ícone de gerações.
Um desfile original, que culminou com um cocktail no Garden Club, com champanhe e bolo de aniversario!











Pedro Pedro, apresentou “mulheres urbanas e sexy em tempos de praia”.
Contraste entre laranja e vermelho com tonalidades de azul. Branco, cinza suave.
Malhas de algodão, transparências e recortes. Riscas e lisos.
Silhueta justa, peças coleantes.
Vestidos curtinhos, taieurs calça-casaco. Brilhos e mate. Transparências.






Nuno Gama, trouxe um “homem de Lisboa” moderno e irreverente, conjugando elementos trendy como fatos e camisas, com jeanswear, t-shirts, e casacos com um design bastante apelativo.
Tons vibrantes de rosa e verde, branco integral.
Elementos que nos remetem para a identidade nacional, e…havaianas!
A “reinvenção dos hábitos numa sociedade em metamorfose”.






O show room rebentava pelas costuras para assistir ao espectáculo do “enfant terrible”da moda portuguesa.
A explosão criativa, irreverente e teatral de Dino Alves, era aguardada com expectativa.
Correntes douradas envolviam os modelos.
Nude e azul changeant. Saias douradas e tops de tule.
Malhas tricotadas inesperadas e surpreendentes.
Brilho, exuberância e pura ostentação.
Motivos como chaves, correntes, dobradiças, e o brilho dos metais, sugerem um tesouro guardado.
Tecidos muito trabalhados em volumes novos.











Ricardo Dourado revisita com muito estilo o gunge dos anos 90, resultando uma colecção bastante actual.
Apesar de alguma influência sportswear, destacam-se materiais sofisticados.
Tecidos leves como seda e algodão, coordenados com metalizados.
Vestidos, mini-saias, casacos compridos e leggings.
Cinza e azul. Padrões tingidos. Fechos zipper.
Sapatos compensados, com cunhas vertiginosas.
Peças sobrepostas em renda.






Elegância e sofisticação, são a imagem de marca de Miguel Vieira, que nos
apresentou 'Reflexos'.

Branco, preto, cinza e castanho com apontamentos brilhantes, numa linha clean e despojada. Coordenados de casaco e bermudas ou calças justas para eles; saias-tubo e top ou vestidos, para elas.

No final do desfile, Miguel Vieira acompanha os modelos, que recebem os aplausos com uma taça de champanhe.






São feitos os agradecimentos... e o 'Até breve!'.
Apesar de o evento regressar a Lisboa, a organização deixa a promessa de trazer mais moda a Cascais, com o projeto 'Estoril Fashion Festival', em Julho próximo.

A Moda Lisboa, despede-se em festa!