17.1.10

Inverno abaixo de 0º

Ano novo!
Os primeiros dias de 2010 trouxeram uma vaga de frio que transformou toda a Europa numa imensa arca frigorífica.
Temperaturas negativas ao limite do imaginável, começam a provocar quebras na economia em Inglaterra e nos países do Norte.
Portugal, vive abaixo de 0º, e a neve cai um pouco por todo o país.

(vista da Serra da Estrela - Joana Soares)

Camisolões de lã, botas acima do joelho, coletes em pêlo, casacos acolchoados, luvas, chapéus e cachecóis tornam-se indispensáveis para nos protegermos do frio...e estar na moda!

Para esta estação, as propostas apresentadas pelos estilistas portugueses basearam-se na elegância e sofisticação do Urban-Chic.
Conforto e modernidade. Oposição fluidos VS estruturados, exuberância volumétrica, assimétricos, plissados, influência retro e uma interpretação contemporânea do classicismo.
Mistura de texturas e materiais. Seda, cabedal, pêlo e lã tricotada.



(desfile Pedro Pedro, Moda Lisboa/Estoril 32 - Rui Vasco)

Pudemos aperceber-nos do facto quase generalizado do recurso ao uso de peles verdadeiras pelos estilistas europeus.
Após a febre activista dos anos 90, o assunto parece a pouco e pouco, ir passando também de moda..
Radicalismos à parte, 'a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade do outro'.

Se nos anos 50 exibir um casaco de peles era sinónimo de status e glamour, hoje parece haver um preconceito exacerbado em relação ao assunto.
Evolução dos tempos? (e toda a gente continua a comer carne!)

Não há muitos anos a estilista portuguesa Fátima Lopes foi 'crucificada' na praça pública, sendo comparada a Cruella Devil - a vilã do filme 101 Dálmatas.
Correram rios de tinta para alimentar a polémica... e vender mais revistas!

Agora que a PETA lança mais uma campanha 'Be an angel for animals - always adopt, never buy', e que o frio que se faz sentir se torna tão convidativo ao uso de peles, uma reflexão sobre o assunto: Nem anjos, nem demônios.

A criação de visons em cativeiro ou a morte de animais selvagens jamais justificará a posse do último dos objectos de desejo: um deslumbrante casaco de peles ate aos pés!
Há outros animais, que por fazerem parte da cadeia alimentar, perdem a conotação de barbárie para se tornarem mero aproveitamento de matéria-prima.
Coerente? Penso que não.

Uma opção? O casaco de faux fur. A última tendência de moda para fashionistas do século XXI!

2 comentários:

Ana disse...

Apoiado! :)

Margarida disse...

A questão é que ninguém mata vacas ou porcos para fazer casacos ou malas. Eles são abatidos, de forma controlada e com o menor sofrimento possível, se cumpridas as regras, para alimentar a população humana. Há duvidas sobre os efeitos a longo prazo de uma alimentação exclusivamente à base de substitutos proteicos (não animais). Comparar as duas formas de obtenção de pele e achar que uma justifica ou anula a outra, parece-me um argumento limitado e primitivo de quem não quer mudar e não pode fazer mais do que olhar para o lado, esquecendo as atrocidades feitas aos animais.